quinta-feira, 14 de abril de 2011

À Pessoa

Encontrei um pensamento de Fernando Pessoa e ele dizia tudo que estou sentindo nesses dias[i]; compartilhei suas palavras nos comentários da Rede. Hoje, especificamente, acordei com vontade de entrar em contato com meu fantasminha nada legal. To bem quietinho pra ver se a vontade passa. Aliás, mando esse e-mail para evitar de mandar outro a outrem... Confesso que sinto saudade de falar contigo; eu sei, eu sei, se nos falarmos muito seguidamente as nossas conversas tendem a se banalizar; assim, cada vez que trocamos algum contato tem sempre coisas fresquinhas a partilhar. (to enrolando pra ver se a vontade passa). Podia falar contigo agora no MSN, ao menos tentar. Mas não estou no momento comunicativo, não tête-a-tête (meu francês não é bom pra não dizer inexistente, mas preciso exercitar por causa da Juliette Binoche). Ontem li um conto do Machado de Assis (Pai contra Mãe) e peguei emprestado dois livros do Saramago (As Intermitências da Morte e Caim), na hora me deu certo remorso porque a vontade enrustida era de não mais devolvê-los, mas aí veio meu outro lado menos leviano e deu um puxão de orelha no endiabrado. O meu lado endiabrado justificava que os livros estavam lá, jogados no quartinho dos fundos, empoeirados, e livros do Saramago não deviam ser tratados dessa forma. Contudo, a santa voz da consciência foi enérgica e se comprometeu, ad diem, à devolvê-los...

Peraí, deixe-me ver se a vontade passou... passou!

[i]  “Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?”

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